O governo federal, os 26 estados, o Distrito Federal e mais os 5.563 municípios do país têm até o dia 31 de dezembro deste ano para elaborar planos de carreira para os professores e os profissionais da educação básica de suas redes. A exigência está prevista na lei 11.738 que criou o piso nacional dos professores em 2008, que agora tem diretrizes fixadas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologadas pelo ministro Fernando Haddad na última semana.
Em Natal, os professores da rede pública já dispõem de um plano de carreira, mas esta não é uma realidade em boa parte dos municípios, especialmente os mais pobres. “O plano é importante pois organiza a vida funcional dos profissionais da educação, promove a qualidade da educação e atrai para a carreira bons profissionais. Mas sabemos que para implementá-lo muitos municípios terão dificuldades, por isso é de nossa autoria a emenda que se transformou em lei e garante a complementação da União para Estados e Municípios que tiverem dificuldade em implementar o piso salarial e estabelecer o plano de carreira do magistério”, explicou o deputado federal Rogério Marinho, autor da emenda que garante a complementação da União para o Piso Nacional dos Professores.
A complementação da União para fins da integralização do valor do piso salarial, entretanto, só começa a vigorar a partir de janeiro de 2010 e se dará dentro dos limites fixados no inciso VI do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias que diz que até 10% (dez por cento) da complementação da União ao FUNDEB poderá ser distribuída para os Fundos por meio de programas direcionados para a melhoria da qualidade da educação. “2010 é o ano estabelecido para que o piso seja integralizado pelos entes federativos, por isso nossa preocupação em garantir o apoio da União que hoje é quem menos investe percentualmente na Educação, para ajudar os demais entes da federação com dificuldades orçamentárias e financeiras”, explicou Rogério Marinho.
O plano de carreira que deverá ser elaborado este ano interessa diretamente a 1,8 milhão de professores e centenas de profissionais em todo Brasil, que trabalham nas escolas públicas, entre eles, diretores, coordenadores e os que fazem planejamento, inspeção e supervisão escolar. A proposta deve contemplar itens como a formação inicial e continuada, o processo de escolha de diretores das escolas, o número máximo de alunos por sala de aula, o sistema de avaliação, a progressão funcional.
Para por em prática o que prevêem as diretrizes da resolução, governadores e prefeitos precisam elaborar projetos de lei e enviá-los para as assembléias legislativas (estados) e câmaras de vereadores (municípios).
“Pais, professores, diretores, a comunidade devem participar das discussões das leis. A educação precisa ser prioridade em nosso país”, completa o deputado potiguar.
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
Cientistas dizem que alguns animais planejam o futuro
Macacos fazem contas de cabeça, pombos são capazes de entender quando uma imagem não faz parte de um conjunto. Seres humanos podem não ser os únicos animais que planejam para o futuro, dizem pesquisadores que apresentaram seus estudos mais recentes sobre a capacidade mental dos animais.
"Eu diria que nós humanos deveríamos manter nossos egos sob controle", disse Edward A. Wasserman, da Universidade de Iowa, na reunião anual da Associação Americana para o progresso da Ciência (AAAS).
Wasserman, um pesquisador de psicologia experimental, disse que, como as pessoas, pombos e babuínos são capazes de identificar quais figuras são similares, como triângulos e pontos, e quais são diferentes. Esta é a definição de conceito, disse ele, "e os animais passaram com louvor".
Ele falou em um simpósio sobre Esperteza Animal, onde pesquisadores discutiram as últimas descobertas sobre as capacidades mentais dos animais.
Nos últimos 20 anos, houve uma grande revolução na compreensão dos animais, acrescentou Nicola S. Clayton, professora de cognição comparativa da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Animais não só usam ferramentas, como ainda guardam-nas para usar no futuro, acrescentou.
"Planejar para o futuro já foi visto como algo único dos humanos", disse ela. "Agora sabemos que não é verdade".
Por exemplo, disse ela, corvos já foram vistos guardando comida para o dia seguinte e, até mesmo, descobrindo meios de impedir que a reserva fosse roubada.
Falando sobre a inteligência dos corvos, Alex Kacelnik, professor de ecologia comportamental da Universidade de Oxford, destacou "o mestre no uso de ferramentas do mundo das aves", o corvo da Nova Caledônia.
Esses pássaros não só já foram vistos usando ferramentas, como fabricando seus instrumentos, torcendo e dobrando pedaços de fio para retira comida de locais inacessíveis.
Jessica Cantlon, da Universidade Duke, chamou atenção para o fato de que o "senso de número" aparece na evolução compartilhada de muitas espécies de primatas. Por exemplo, crianças humanas são capazes de, depois de ver o mesmo número de objetos aparecer em diferentes configurações, notar quando o número muda. Macacos fazem o mesmo.
Além disso, universitários e macacos parecem ter o mesmo nível de capacidade de estimar a soma total de dois conjuntos, sem contá-los elemento a elemento. Cientistas agora estudam se macacos são capazes de apreender o conceito de zero.
(Fonte: Estadão Online)
"Eu diria que nós humanos deveríamos manter nossos egos sob controle", disse Edward A. Wasserman, da Universidade de Iowa, na reunião anual da Associação Americana para o progresso da Ciência (AAAS).
Wasserman, um pesquisador de psicologia experimental, disse que, como as pessoas, pombos e babuínos são capazes de identificar quais figuras são similares, como triângulos e pontos, e quais são diferentes. Esta é a definição de conceito, disse ele, "e os animais passaram com louvor".
Ele falou em um simpósio sobre Esperteza Animal, onde pesquisadores discutiram as últimas descobertas sobre as capacidades mentais dos animais.
Nos últimos 20 anos, houve uma grande revolução na compreensão dos animais, acrescentou Nicola S. Clayton, professora de cognição comparativa da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Animais não só usam ferramentas, como ainda guardam-nas para usar no futuro, acrescentou.
"Planejar para o futuro já foi visto como algo único dos humanos", disse ela. "Agora sabemos que não é verdade".
Por exemplo, disse ela, corvos já foram vistos guardando comida para o dia seguinte e, até mesmo, descobrindo meios de impedir que a reserva fosse roubada.
Falando sobre a inteligência dos corvos, Alex Kacelnik, professor de ecologia comportamental da Universidade de Oxford, destacou "o mestre no uso de ferramentas do mundo das aves", o corvo da Nova Caledônia.
Esses pássaros não só já foram vistos usando ferramentas, como fabricando seus instrumentos, torcendo e dobrando pedaços de fio para retira comida de locais inacessíveis.
Jessica Cantlon, da Universidade Duke, chamou atenção para o fato de que o "senso de número" aparece na evolução compartilhada de muitas espécies de primatas. Por exemplo, crianças humanas são capazes de, depois de ver o mesmo número de objetos aparecer em diferentes configurações, notar quando o número muda. Macacos fazem o mesmo.
Além disso, universitários e macacos parecem ter o mesmo nível de capacidade de estimar a soma total de dois conjuntos, sem contá-los elemento a elemento. Cientistas agora estudam se macacos são capazes de apreender o conceito de zero.
(Fonte: Estadão Online)
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Mundo Animal
Indonésia emite alerta para tsunami após terremoto
A Indonésia emitiu um alerta de tsunami após um terremoto atingir o sudeste de Melonguane, na ilha Celebes, de acordo com uma mensagem de texto por celular enviada pela agência de meteorologia do país na quinta-feira (horário local).
O Serviço Geológico dos Estados Unidos disse que o tremor, de magnitude 7,5, foi sentido nas ilhas Talaud, na Indonésia, a 323 quilômetros ao sul-sudeste de General Santos, na ilha de Mindanao, nas Filipinas.
O Centro dos EUA para Alerta de Tsunami no Pacífico disse que não há risco de um tsunami demolidor pela região. Mas a agência acrescentou que terremotos desta magnitude às vezes provocam tsunamis locais que podem ser destruidores ao longo da costa, a 100 quilômetros do epicentro do tremor.
(Fonte: Estadão Online)
O Serviço Geológico dos Estados Unidos disse que o tremor, de magnitude 7,5, foi sentido nas ilhas Talaud, na Indonésia, a 323 quilômetros ao sul-sudeste de General Santos, na ilha de Mindanao, nas Filipinas.
O Centro dos EUA para Alerta de Tsunami no Pacífico disse que não há risco de um tsunami demolidor pela região. Mas a agência acrescentou que terremotos desta magnitude às vezes provocam tsunamis locais que podem ser destruidores ao longo da costa, a 100 quilômetros do epicentro do tremor.
(Fonte: Estadão Online)
Floresta amazônica poderá sobreviver ao aquecimento global, diz estudo
A floresta amazônica pode ser menos vulnerável ao aquecimento global do que se temia, porque muitas das projeções subestimam o volume de chuvas, de acordo com um estudo de cientistas do Reino Unido.
O grupo de pesquisadores afirma que Brasil e outros países na região precisam agir para evitar um ressecamento irreversível no leste da Amazônia --área mais ameaçada pela mudança do clima, pelo desmatamento e pelas queimadas.
"O regime de chuvas no leste amazônico deve mudar no século 21 num rumo que favoreça florestas sazonais em relação ao cerrado", escreveu o grupo em artigo na revista "PNAS".
As florestas sazonais têm estações secas e úmidas, enquanto a floresta tropical é permanentemente úmida. Essa mudança poderia favorecer espécies de árvores e animais diferentes das típicas regionais.
O novo estudo contrasta com projeções de que a floresta amazônica pode ser totalmente substituída por uma espécie de cerrado. O meteorologista Peter Cox previu num estudo, por exemplo, que o colapso da Amazônia poderia ocorrer em 2050. A pesquisa divulgada agora afirma que todos os 19 modelos climáticos globais subestimam as chuvas na maior floresta tropical do mundo. A conclusão se deu após uma comparação dos modelos com as observações do clima ao longo do século 20.
As planícies amazônicas têm uma precipitação média anual de 2.400 milímetros, segundo o estudo. E, mesmo com redução nas chuvas, a região ainda teria umidade suficiente para sustentar uma floresta.
Contudo, segundo José Marengo, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o novo estudo tem "bases fracas".
"Eles assumiram uma evaporação constante de 100 milímetros por mês. Por isso, não chegaram a um extremo. Mas, com as temperaturas mais quentes e o ar mais seco, a evaporação tende a aumentar", afirma. Segundo Marengo, a savanização ganha força quando há desequilíbrio entre evaporação e precipitação.
Queimadas - Os pesquisadores examinaram também estudos de campo sobre como a Amazônia poderia reagir ao ressecamento. O estudo diz que as florestas sazonais seriam mais resistentes a eventuais secas, porém mais vulneráveis a queimadas do que as matas atuais.
"A maneira fundamental de minimizar o risco de colapso da Amazônia é controlar a emissão de gases de efeito estufa no mundo, principalmente pela queima de combustíveis fósseis nos países desenvolvidos e na Ásia", afirmou Yadvinder Malhi, da Universidade de Oxford, que coordenou o estudo.
(Fonte: Folha Online)
O grupo de pesquisadores afirma que Brasil e outros países na região precisam agir para evitar um ressecamento irreversível no leste da Amazônia --área mais ameaçada pela mudança do clima, pelo desmatamento e pelas queimadas.
"O regime de chuvas no leste amazônico deve mudar no século 21 num rumo que favoreça florestas sazonais em relação ao cerrado", escreveu o grupo em artigo na revista "PNAS".
As florestas sazonais têm estações secas e úmidas, enquanto a floresta tropical é permanentemente úmida. Essa mudança poderia favorecer espécies de árvores e animais diferentes das típicas regionais.
O novo estudo contrasta com projeções de que a floresta amazônica pode ser totalmente substituída por uma espécie de cerrado. O meteorologista Peter Cox previu num estudo, por exemplo, que o colapso da Amazônia poderia ocorrer em 2050. A pesquisa divulgada agora afirma que todos os 19 modelos climáticos globais subestimam as chuvas na maior floresta tropical do mundo. A conclusão se deu após uma comparação dos modelos com as observações do clima ao longo do século 20.
As planícies amazônicas têm uma precipitação média anual de 2.400 milímetros, segundo o estudo. E, mesmo com redução nas chuvas, a região ainda teria umidade suficiente para sustentar uma floresta.
Contudo, segundo José Marengo, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o novo estudo tem "bases fracas".
"Eles assumiram uma evaporação constante de 100 milímetros por mês. Por isso, não chegaram a um extremo. Mas, com as temperaturas mais quentes e o ar mais seco, a evaporação tende a aumentar", afirma. Segundo Marengo, a savanização ganha força quando há desequilíbrio entre evaporação e precipitação.
Queimadas - Os pesquisadores examinaram também estudos de campo sobre como a Amazônia poderia reagir ao ressecamento. O estudo diz que as florestas sazonais seriam mais resistentes a eventuais secas, porém mais vulneráveis a queimadas do que as matas atuais.
"A maneira fundamental de minimizar o risco de colapso da Amazônia é controlar a emissão de gases de efeito estufa no mundo, principalmente pela queima de combustíveis fósseis nos países desenvolvidos e na Ásia", afirmou Yadvinder Malhi, da Universidade de Oxford, que coordenou o estudo.
(Fonte: Folha Online)
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Meio Ambiente
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Cerrado: Megadiversidade corroída em ritmo acelerado
Por Germana Barata, para a ComCiência
Trinta e quatro regiões no mundo inteiro são consideradas áreas prioritárias de conservação (hotspots), por abrigarem verdadeiros tesouros biológicos; duas dessas regiões estão no Brasil e uma delas é a do Cerrado (e a outra, por incrível que pareça, não é a Amazônia, mas a Mata Atlântica). O desmatamento no Cerrado anda a passos largos anualmente e as propriedades agrícolas podem, apoiadas pelo Código Florestal vigente, preservar apenas 20% da área nativa, bem diferente do que ocorre em florestas tropicais, como a Amazônia, nas quais esse percentual corresponde ao máximo que se permite desmatar. São 12.356 espécies da flora e mais de 2.546 animais catalogados, meros 10% do que existia originalmente nesse bioma. É também o berço de três das maiores bacias da América Latina (Amazônica, Paraná-Paraguai e São Francisco). Tantas riquezas ainda não foram suficientes para acender um alerta para garantir a sobrevivência, manutenção e conservação do Cerrado, segundo maior bioma nacional. Outra riqueza, essa produzida em seus mais de 70% de território degradado, tem sido a prioridade nacional: a agropecuária e o carvão vegetal.
Enquanto o Congresso Nacional tenta aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 115/1995) para reconhecer o Cerrado como patrimônio nacional, a megabiodiversidade, mais rica em áreas abertas – justamente aquelas que são mais visadas pela agropecuária –, vai sendo consumida. “Mesmo considerando o número de pesquisas existentes no Cerrado, o conhecimento científico é bastante precário, pois novas espécies estão sendo descobertas a cada levantamento faunístico e florístico realizado”, apontam os autores do estudo de perda de espécies do Cerrado, apresentado durante o IX Simpósio Nacional do Cerrado, ocorrido em outubro do ano passado. Ricardo Machado, diretor do programa Cerrado-Pantanal da ONG Conservação Internacional e um dos autores do trabalho, conta que e m expedição realizada por sua equipe durante três semanas, foram identificadas 14 novas espécies de répteis, peixes, mamíferos e aves – grupos de animais de maior porte e, portanto, mais conhecidos.
Não é difícil prever o nível de desconhecimento de grupos menores, como fungos, embora sejam fundamentais para a ciclagem de nutrientes do meio ambiente. “Praticamente tudo é o primeiro registro”, lamenta Solange Xavier dos Santos, especialista em micologia (estudo de fungos) da Universidade Estadual de Goiás. O que se conhece equivale a menos de 5% do total existente. O mesmo vale para representantes de outros grupos, como os numerosos insetos. “O nível de desconhecimento é diretamente proporcional ao número de profissionais envolvidos nas pesquisas”, estima a pesquisadora.
Dentre os fatores responsáveis pelo desconhecimento do bioma estão a falta de especialistas, centros de pesquisa e coleções científicas, além de dificuldades de acesso às áreas para coleta de material biológico. Muitos grupos de pesquisadores do bioma estão localizados em algumas poucas instituições, como é o caso da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além da Embrapa. Mas o problema reside também nos baixos gastos governamentais no bioma e em políticas ambientais que garantam rapidamente a proteção de áreas maiores. A Conservação Internacional demonstra, através de análise dos recursos aplicados pelo Ibama em 2007, que o Cerrado recebeu apenas 8% do montante reservado para unidades de conservação, ou R$ 107 milhões, enquanto o valor mínimo necessário seria de R$ 5.638 por hectare, ou seja, R$ 227 milhões. Recurso que desaparece perto do gigantesco investimento na produção agrícola na região do Cerrado no mesmo ano, de R$ 41 bilhões.
Soluções em vista
Com mais de 70% do Cerrado degradado, multiplicam-se projetos persistentes e apaixonados, que tentam recuperar terrenos batidos, nus. Um deles é a Rede de Sementes do Cerrado, que atua desde 2005, como uma proposta do Ministério do Meio Ambiente, no desenvolvimento de métodos de germinação de sementes e mudas nativas do bioma. A idéia não é nova e parece bastante simples, porém enfrenta dois grandes desafios: a) desvendar o funcionamento de cada espécie para que possa ser reproduzida em quantidades suficientes – em condições não naturais – para reflorestar vastas áreas, podendo se desenvolver com sucesso para gerar descendentes que continuem sua tarefa; b) conseguir autorização para a coleta de sementes e mudas nativas para fomentar o projeto, atualmente um processo considerado fora da lei.
“Temos receitas próximas da realidade para cada tipo de região, já que o Cerrado varia de acordo com o tipo de solo”, afirma Manoel Cláudio da Silva Jr, do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB) e membro da rede. Uma estimativa feita pelos especialistas da Rede de Sementes constatou que seriam necessárias 50 bilhões de mudas para recuperar apenas áreas de reserva legal (os 20% de vegetação nativa que devem ser mantidos numa área), além da Área de Proteção Permanente (APP) – como terrenos inclinados, frágeis, erodidos ou com nascentes de rios. “A proposta da rede é legalizar o Cerrado”, defende o especialista.
Até agora, o projeto conseguiu, em parceria com a Embrapa, determinar as técnicas de germinação para cerca de 200 espécies de ampla ocorrência no Cerrado. “Há um pequeno número de espécies que domina a paisagem e um gigantesco número que ocorre em menor quantidade”, explica Silva Jr.
A rede aguarda o lançamento, em breve, do “Clique Cerrado”, projeto em parceria com o Banco do Brasil que visa o plantio de 3 milhões de mudas através da participação de internautas, seguindo o exemplo da bem sucedida iniciativa “Clickarvore” da ONG SOS Mata Atlântica, que já conseguiu a doação de quase 19 milhões de mudas nativas.
O plantio de árvores em tempos de mudanças climáticas pode ser também uma forma de gerar créditos de carbono. É o que aposta Ricardo Machado, da Conservação Internacional. Ele esclarece que o valor gerado com os créditos de carbono daria para cobrir o custo de manutenção da recuperação de áreas degradadas, mas não cobre o lucro gerado pela agropecuária. O objetivo é promover o casamento entre empresas que querem compensar a emissão de gás carbônico (um dos causadores do efeito estufa) com fazendeiros locais ansiosos para resolver seu passivo ambiental, regularizando sua situação, por meio de viveiros gerenciados por comunidades locais. “Do ponto de vista dos fazendeiros com áreas degradadas, que foram estimulados pelo governo para ocupá-las e para produzir, eles acreditam que também devem ser estimulados a recuperar suas áreas”, afirma Machado.
Pouca proteção garantida
Enquanto os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento negociam as políticas públicas de suas agendas, especialistas e conservacionistas se esforçam para conhecer os organismos e a dinâmica do Cerrado, protegido por meio de unidades de conservação em, aproximadamente, 2,2% de sua área total, entre as quais estão o Parque Nacional das Emas (131.832 ha), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (84 mil ha), o Parque Nacional da Serra da Canastra ( 71.525 ha ), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60 mil ha), o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (33 mil ha) e o Parque Nacional de Brasília (28 mil ha). Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado responde por 9% das unidades de conservação existentes no país, enquanto a Amazônia abriga 88% delas e o restante se divide nos demais biomas.
O status de Unidade de Conservação não garante a conservação do bioma. Há problemas de falta de profissionais para fazer a manutenção, controle e vigilância da área e a demarcação das terras é precária. Não bastassem esses obstáculos, algumas unidades de conservação correm o risco de serem reduzidas, a exemplo do que vem ocorrendo com a Serra da Canastra. Criada em 1972, sua área de 197.797 ha foi reduzi da, no ano passado, para 150.168 ha (embora a diferença tenha sido transformada em APP, garantindo maior proteção do bioma) e ainda está no alvo de exploradores de diamantes. Em 2001, a empresa De Beers anunciou a venda do maior quimberlito mineralizado (fonte primária do diamante) em uma área de um hectare, com potencial estimado em um milhão de quilates de diamantes, valendo em torno de US$ 150 milhões; e hoje, há um potencial de extração que varia de 550 mil a 2 milhões de quilates.
Estimativas realizadas por Machado e colegas, em 2008, sobre as perdas de espécies em relação à redução do bioma, concluem que o Cerrado já deve ter perdido 13% de sua biodiversidade, considerando a situação de ocupação atual e o que é exigido pelo Código Florestal Brasileiro, podendo chegar a 24% de perda com uma ocupação do bioma equivalente a 75%. “Os números sugerem que é preciso fazer mais do que a legislação ambiental exige, caso a sustentabilidade ambiental seja realmente considerada no desenvolvimento econômico do Cerrado”, alertam os autores.
(Envolverde/ComCiência)
Trinta e quatro regiões no mundo inteiro são consideradas áreas prioritárias de conservação (hotspots), por abrigarem verdadeiros tesouros biológicos; duas dessas regiões estão no Brasil e uma delas é a do Cerrado (e a outra, por incrível que pareça, não é a Amazônia, mas a Mata Atlântica). O desmatamento no Cerrado anda a passos largos anualmente e as propriedades agrícolas podem, apoiadas pelo Código Florestal vigente, preservar apenas 20% da área nativa, bem diferente do que ocorre em florestas tropicais, como a Amazônia, nas quais esse percentual corresponde ao máximo que se permite desmatar. São 12.356 espécies da flora e mais de 2.546 animais catalogados, meros 10% do que existia originalmente nesse bioma. É também o berço de três das maiores bacias da América Latina (Amazônica, Paraná-Paraguai e São Francisco). Tantas riquezas ainda não foram suficientes para acender um alerta para garantir a sobrevivência, manutenção e conservação do Cerrado, segundo maior bioma nacional. Outra riqueza, essa produzida em seus mais de 70% de território degradado, tem sido a prioridade nacional: a agropecuária e o carvão vegetal.
Enquanto o Congresso Nacional tenta aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 115/1995) para reconhecer o Cerrado como patrimônio nacional, a megabiodiversidade, mais rica em áreas abertas – justamente aquelas que são mais visadas pela agropecuária –, vai sendo consumida. “Mesmo considerando o número de pesquisas existentes no Cerrado, o conhecimento científico é bastante precário, pois novas espécies estão sendo descobertas a cada levantamento faunístico e florístico realizado”, apontam os autores do estudo de perda de espécies do Cerrado, apresentado durante o IX Simpósio Nacional do Cerrado, ocorrido em outubro do ano passado. Ricardo Machado, diretor do programa Cerrado-Pantanal da ONG Conservação Internacional e um dos autores do trabalho, conta que e m expedição realizada por sua equipe durante três semanas, foram identificadas 14 novas espécies de répteis, peixes, mamíferos e aves – grupos de animais de maior porte e, portanto, mais conhecidos.
Não é difícil prever o nível de desconhecimento de grupos menores, como fungos, embora sejam fundamentais para a ciclagem de nutrientes do meio ambiente. “Praticamente tudo é o primeiro registro”, lamenta Solange Xavier dos Santos, especialista em micologia (estudo de fungos) da Universidade Estadual de Goiás. O que se conhece equivale a menos de 5% do total existente. O mesmo vale para representantes de outros grupos, como os numerosos insetos. “O nível de desconhecimento é diretamente proporcional ao número de profissionais envolvidos nas pesquisas”, estima a pesquisadora.
Dentre os fatores responsáveis pelo desconhecimento do bioma estão a falta de especialistas, centros de pesquisa e coleções científicas, além de dificuldades de acesso às áreas para coleta de material biológico. Muitos grupos de pesquisadores do bioma estão localizados em algumas poucas instituições, como é o caso da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além da Embrapa. Mas o problema reside também nos baixos gastos governamentais no bioma e em políticas ambientais que garantam rapidamente a proteção de áreas maiores. A Conservação Internacional demonstra, através de análise dos recursos aplicados pelo Ibama em 2007, que o Cerrado recebeu apenas 8% do montante reservado para unidades de conservação, ou R$ 107 milhões, enquanto o valor mínimo necessário seria de R$ 5.638 por hectare, ou seja, R$ 227 milhões. Recurso que desaparece perto do gigantesco investimento na produção agrícola na região do Cerrado no mesmo ano, de R$ 41 bilhões.
Soluções em vista
Com mais de 70% do Cerrado degradado, multiplicam-se projetos persistentes e apaixonados, que tentam recuperar terrenos batidos, nus. Um deles é a Rede de Sementes do Cerrado, que atua desde 2005, como uma proposta do Ministério do Meio Ambiente, no desenvolvimento de métodos de germinação de sementes e mudas nativas do bioma. A idéia não é nova e parece bastante simples, porém enfrenta dois grandes desafios: a) desvendar o funcionamento de cada espécie para que possa ser reproduzida em quantidades suficientes – em condições não naturais – para reflorestar vastas áreas, podendo se desenvolver com sucesso para gerar descendentes que continuem sua tarefa; b) conseguir autorização para a coleta de sementes e mudas nativas para fomentar o projeto, atualmente um processo considerado fora da lei.
“Temos receitas próximas da realidade para cada tipo de região, já que o Cerrado varia de acordo com o tipo de solo”, afirma Manoel Cláudio da Silva Jr, do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB) e membro da rede. Uma estimativa feita pelos especialistas da Rede de Sementes constatou que seriam necessárias 50 bilhões de mudas para recuperar apenas áreas de reserva legal (os 20% de vegetação nativa que devem ser mantidos numa área), além da Área de Proteção Permanente (APP) – como terrenos inclinados, frágeis, erodidos ou com nascentes de rios. “A proposta da rede é legalizar o Cerrado”, defende o especialista.
Até agora, o projeto conseguiu, em parceria com a Embrapa, determinar as técnicas de germinação para cerca de 200 espécies de ampla ocorrência no Cerrado. “Há um pequeno número de espécies que domina a paisagem e um gigantesco número que ocorre em menor quantidade”, explica Silva Jr.
A rede aguarda o lançamento, em breve, do “Clique Cerrado”, projeto em parceria com o Banco do Brasil que visa o plantio de 3 milhões de mudas através da participação de internautas, seguindo o exemplo da bem sucedida iniciativa “Clickarvore” da ONG SOS Mata Atlântica, que já conseguiu a doação de quase 19 milhões de mudas nativas.
O plantio de árvores em tempos de mudanças climáticas pode ser também uma forma de gerar créditos de carbono. É o que aposta Ricardo Machado, da Conservação Internacional. Ele esclarece que o valor gerado com os créditos de carbono daria para cobrir o custo de manutenção da recuperação de áreas degradadas, mas não cobre o lucro gerado pela agropecuária. O objetivo é promover o casamento entre empresas que querem compensar a emissão de gás carbônico (um dos causadores do efeito estufa) com fazendeiros locais ansiosos para resolver seu passivo ambiental, regularizando sua situação, por meio de viveiros gerenciados por comunidades locais. “Do ponto de vista dos fazendeiros com áreas degradadas, que foram estimulados pelo governo para ocupá-las e para produzir, eles acreditam que também devem ser estimulados a recuperar suas áreas”, afirma Machado.
Pouca proteção garantida
Enquanto os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento negociam as políticas públicas de suas agendas, especialistas e conservacionistas se esforçam para conhecer os organismos e a dinâmica do Cerrado, protegido por meio de unidades de conservação em, aproximadamente, 2,2% de sua área total, entre as quais estão o Parque Nacional das Emas (131.832 ha), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (84 mil ha), o Parque Nacional da Serra da Canastra ( 71.525 ha ), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60 mil ha), o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (33 mil ha) e o Parque Nacional de Brasília (28 mil ha). Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado responde por 9% das unidades de conservação existentes no país, enquanto a Amazônia abriga 88% delas e o restante se divide nos demais biomas.
O status de Unidade de Conservação não garante a conservação do bioma. Há problemas de falta de profissionais para fazer a manutenção, controle e vigilância da área e a demarcação das terras é precária. Não bastassem esses obstáculos, algumas unidades de conservação correm o risco de serem reduzidas, a exemplo do que vem ocorrendo com a Serra da Canastra. Criada em 1972, sua área de 197.797 ha foi reduzi da, no ano passado, para 150.168 ha (embora a diferença tenha sido transformada em APP, garantindo maior proteção do bioma) e ainda está no alvo de exploradores de diamantes. Em 2001, a empresa De Beers anunciou a venda do maior quimberlito mineralizado (fonte primária do diamante) em uma área de um hectare, com potencial estimado em um milhão de quilates de diamantes, valendo em torno de US$ 150 milhões; e hoje, há um potencial de extração que varia de 550 mil a 2 milhões de quilates.
Estimativas realizadas por Machado e colegas, em 2008, sobre as perdas de espécies em relação à redução do bioma, concluem que o Cerrado já deve ter perdido 13% de sua biodiversidade, considerando a situação de ocupação atual e o que é exigido pelo Código Florestal Brasileiro, podendo chegar a 24% de perda com uma ocupação do bioma equivalente a 75%. “Os números sugerem que é preciso fazer mais do que a legislação ambiental exige, caso a sustentabilidade ambiental seja realmente considerada no desenvolvimento econômico do Cerrado”, alertam os autores.
(Envolverde/ComCiência)
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Biodiversidade
Com igualdade de gênero, pobreza cai 20%
Por Renata D'elia, do Pnud
Estudo mostra que desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é um dos determinantes da miséria no Brasil.
A desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é uma das causas determinantes da pobreza na América Latina, aponta um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, uma instituição de pesquisa do PNUD em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Se o acesso e os salários dos dois sexos fossem semelhantes, a proporção de pobres poderia ter uma queda de até 34% — no Brasil, chegaria a 20%, segundo as projeções da pesquisa, publicadas no artigo Eliminar as desigualdades de gênero reduz a pobreza. Como?.
O trabalho levou em conta indicadores de Brasil, Argentina, Chile, República Dominicana, El Salvador, México, Paraguai e Uruguai — países em que geralmente as mulheres amargam menor participação na atividade econômica, maior taxa de desemprego e de informalidade e menor remuneração (mesmo quando o grau de instrução é similar).
Para estimar os impactos da desigualdade nos níveis de pobreza de cada país, as autoras, Joana Costa e Elydia Silva, simularam três cenários, sempre comparando homens e mulheres de perfis semelhantes. No primeiro, homens e mulheres têm a mesma probabilidade de ser economicamente ativos. No segundo, ambos têm estatisticamente as mesmas chances de conseguir um emprego formal ou informal, e também de ficarem desempregados. No terceiro, eles recebem salários iguais.
Os resultados indicam que, se a participação feminina no mercado de trabalho aumentasse, a redução da pobreza no Chile chegaria a 34%. No Brasil, seria de 20%. Mesmo no Uruguai, que obteve os avanços mais discretos da simulação, a diminuição da pobreza atingiria 15%.
Garantindo às mulheres as mesmas chances em conseguir um emprego formal ou informal, e considerando igual probabilidade de desemprego entre elas e os homens, a pobreza cairia 8% na maioria dos países. O recuo seria de até 14% (no Brasil, 9%), caso ambos os sexos tivessem remunerações equiparadas.
“A redução nos três aspectos da desigualdade de gênero no mercado de trabalho ajudaria a reduzir a pobreza”, observam as pesquisadoras. “Ainda que seja importante eliminar outros aspectos da desigualdade de gênero, concluímos que a promoção da participação das mulheres no mercado de trabalho é o aspecto com maior potencial de promover um crescimento que beneficie os pobres”, acrescentam.
Como a criação de filhos é um dos principais fatores que afastam as mulheres do mercado de trabalho, as autoras sugerem que as políticas públicas implantem ações na área de atenção à criança (como creches e escolas), especialmente voltadas para mulheres pobres.
Fonte: http://envolverde.ig.com.br/?materia=56412
Estudo mostra que desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é um dos determinantes da miséria no Brasil.
A desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é uma das causas determinantes da pobreza na América Latina, aponta um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, uma instituição de pesquisa do PNUD em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Se o acesso e os salários dos dois sexos fossem semelhantes, a proporção de pobres poderia ter uma queda de até 34% — no Brasil, chegaria a 20%, segundo as projeções da pesquisa, publicadas no artigo Eliminar as desigualdades de gênero reduz a pobreza. Como?.
O trabalho levou em conta indicadores de Brasil, Argentina, Chile, República Dominicana, El Salvador, México, Paraguai e Uruguai — países em que geralmente as mulheres amargam menor participação na atividade econômica, maior taxa de desemprego e de informalidade e menor remuneração (mesmo quando o grau de instrução é similar).
Para estimar os impactos da desigualdade nos níveis de pobreza de cada país, as autoras, Joana Costa e Elydia Silva, simularam três cenários, sempre comparando homens e mulheres de perfis semelhantes. No primeiro, homens e mulheres têm a mesma probabilidade de ser economicamente ativos. No segundo, ambos têm estatisticamente as mesmas chances de conseguir um emprego formal ou informal, e também de ficarem desempregados. No terceiro, eles recebem salários iguais.
Os resultados indicam que, se a participação feminina no mercado de trabalho aumentasse, a redução da pobreza no Chile chegaria a 34%. No Brasil, seria de 20%. Mesmo no Uruguai, que obteve os avanços mais discretos da simulação, a diminuição da pobreza atingiria 15%.
Garantindo às mulheres as mesmas chances em conseguir um emprego formal ou informal, e considerando igual probabilidade de desemprego entre elas e os homens, a pobreza cairia 8% na maioria dos países. O recuo seria de até 14% (no Brasil, 9%), caso ambos os sexos tivessem remunerações equiparadas.
“A redução nos três aspectos da desigualdade de gênero no mercado de trabalho ajudaria a reduzir a pobreza”, observam as pesquisadoras. “Ainda que seja importante eliminar outros aspectos da desigualdade de gênero, concluímos que a promoção da participação das mulheres no mercado de trabalho é o aspecto com maior potencial de promover um crescimento que beneficie os pobres”, acrescentam.
Como a criação de filhos é um dos principais fatores que afastam as mulheres do mercado de trabalho, as autoras sugerem que as políticas públicas implantem ações na área de atenção à criança (como creches e escolas), especialmente voltadas para mulheres pobres.
Fonte: http://envolverde.ig.com.br/?materia=56412
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Desigualdade Social
Carlos Minc está preocupado com novos cortes no orçamento do Meio Ambiente
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse na segunda-feira (9) que novos cortes no orçamento da pasta podem afetar o combate ao desmatamento e o licenciamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois do corte de 10% dos recursos, anunciado pelo Ministério do Planejamento, mas que segundo Minc não afetaram nenhum programa essencial da pasta, o ministro informou que o governo pretende rever o orçamento em março.
"Depois (de março) é que o problema começa", afirmou em relação ao contingenciamento de R$ 35 previstos para os próximos três meses. "(O corte) não é nada bom, mas não compromete nenhum programa vital", reconheceu Minc.
Para o ministro, no entanto, uma economia de maior proporção pode afetar programas do governo. "Se tivermos um corte grande, como vamos licenciar as obras do PAC? Como vamos proteger a Amazônia e garantir que as metas do plano clima sejam cumpridas?", questionou. Minc disse que a nova análise do Ministério do Planejamento será feita com base na arrecadação de impostos nos primeiros meses do ano. Por isso, defendeu que as pessoas consumam mais.
"Rezo todo os dias: pessoas, consumam. Consumam carros, televisões para a gente arrecadar muito e o ministro (Paulo Bernardo, do Planejamento) não cortar o orçamento dos ministérios", disse Minc.
O ministro do Meio Ambiente participou na segunda-feira da inauguração de obras de revitalização do Canal do Fundão, na Ilha do Governador.
(Fonte: Isabela Vieira/ Agência Brasil)
"Depois (de março) é que o problema começa", afirmou em relação ao contingenciamento de R$ 35 previstos para os próximos três meses. "(O corte) não é nada bom, mas não compromete nenhum programa vital", reconheceu Minc.
Para o ministro, no entanto, uma economia de maior proporção pode afetar programas do governo. "Se tivermos um corte grande, como vamos licenciar as obras do PAC? Como vamos proteger a Amazônia e garantir que as metas do plano clima sejam cumpridas?", questionou. Minc disse que a nova análise do Ministério do Planejamento será feita com base na arrecadação de impostos nos primeiros meses do ano. Por isso, defendeu que as pessoas consumam mais.
"Rezo todo os dias: pessoas, consumam. Consumam carros, televisões para a gente arrecadar muito e o ministro (Paulo Bernardo, do Planejamento) não cortar o orçamento dos ministérios", disse Minc.
O ministro do Meio Ambiente participou na segunda-feira da inauguração de obras de revitalização do Canal do Fundão, na Ilha do Governador.
(Fonte: Isabela Vieira/ Agência Brasil)
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Meio Ambiente
EUA precisam preservar florestas para evitar aquecimento
Os Estados Unidos precisam assumir a liderança da preservação das florestas tropicais, como forma de combater a mudança climática, disse nesta segunda-feira (9) uma coalizão de parlamentares, executivos e ambientalistas.
O desmatamento representa 20 por cento das emissões de carbono responsáveis pelo aquecimento global, disseram membros do grupo Parceiros do Desflorestamento Evitado, em um fórum no Congresso dos EUA.
O Congresso deve aprovar neste ano - talvez já em fevereiro - leis contra a mudança climática, ressaltando a mudança de postura do governo norte-americano depois do fim do governo de George W. Bush, que retirou o país do Protocolo de Kyoto, principal tratado global contra o aquecimento.
"Sem a liderança dos Estados Unidos da América, todos os demais dirão: 'Talvez não seja tão sério quanto parece'", disse a ambientalista queniana Wangari.
Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004. "Se a América não está preocupada, então não pode ser uma questão séria."
De acordo com ela, três grandes florestas tropicais (Amazônia, Congo e Sudeste Asiático) são os "pulmões" do mundo, retendo enormes quantidades de gases do efeito estufa.
O grupo elogiou o Congresso por suas iniciativas em prol de uma legislação que estipule limites às emissões de carbono.
Os senadores Richard Lugar (republicano) e John Kerry (democrata) manifestaram apoio ao apelo da coalizão para que os EUA assumam a liderança no combate ao desmatamento. Executivos das empresas American Electric Power, Duke Energy, Marriott International, e das ONGs CARE USA, The Nature Conservancy, Oxfam America e Conservação Internacional também aderiram.
Stuart Eizenstat, ex-negociador dos EUA que participou da formulação do Protocolo de Kyoto disse que a ênfase na preservação florestal deve estimular os países em desenvolvimento a se envolverem com o futuro tratado climático que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2012.
Um dos desafios do novo tratado será incluir metas obrigatórias de redução de emissões para grandes países em desenvolvimento, como China e Índia, poupados do atual sistema.
"Essa é uma forma de envolver países em desenvolvimento que desejam participar, que farão sua contribuição evitando o desflorestamento...caso recebam incentivos para tal", disse Eizenstat.
(Fonte: Estadão Online)
O desmatamento representa 20 por cento das emissões de carbono responsáveis pelo aquecimento global, disseram membros do grupo Parceiros do Desflorestamento Evitado, em um fórum no Congresso dos EUA.
O Congresso deve aprovar neste ano - talvez já em fevereiro - leis contra a mudança climática, ressaltando a mudança de postura do governo norte-americano depois do fim do governo de George W. Bush, que retirou o país do Protocolo de Kyoto, principal tratado global contra o aquecimento.
"Sem a liderança dos Estados Unidos da América, todos os demais dirão: 'Talvez não seja tão sério quanto parece'", disse a ambientalista queniana Wangari.
Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004. "Se a América não está preocupada, então não pode ser uma questão séria."
De acordo com ela, três grandes florestas tropicais (Amazônia, Congo e Sudeste Asiático) são os "pulmões" do mundo, retendo enormes quantidades de gases do efeito estufa.
O grupo elogiou o Congresso por suas iniciativas em prol de uma legislação que estipule limites às emissões de carbono.
Os senadores Richard Lugar (republicano) e John Kerry (democrata) manifestaram apoio ao apelo da coalizão para que os EUA assumam a liderança no combate ao desmatamento. Executivos das empresas American Electric Power, Duke Energy, Marriott International, e das ONGs CARE USA, The Nature Conservancy, Oxfam America e Conservação Internacional também aderiram.
Stuart Eizenstat, ex-negociador dos EUA que participou da formulação do Protocolo de Kyoto disse que a ênfase na preservação florestal deve estimular os países em desenvolvimento a se envolverem com o futuro tratado climático que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2012.
Um dos desafios do novo tratado será incluir metas obrigatórias de redução de emissões para grandes países em desenvolvimento, como China e Índia, poupados do atual sistema.
"Essa é uma forma de envolver países em desenvolvimento que desejam participar, que farão sua contribuição evitando o desflorestamento...caso recebam incentivos para tal", disse Eizenstat.
(Fonte: Estadão Online)
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Meio Ambiente
Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
ARTIGO: O pré-sal e o Meio Ambiente
Por Fernando Marcelo Tavares
O debate que se aprofunda sobre a destinação dos recursos advindos da exploração das camadas do pré-sal no litoral sul/sudeste ainda não abordou um ponto muito importante em toda esta discussão: a questão ambiental. Ou seja, num momento em que se sabe que é preciso minimizar o aquecimento global através de adoção de técnicas limpas e sustentáveis, investindo-se em fontes de energia alternativas em substituição aos combustíveis fósseis, surgem, das profundezas, 40 bilhões de barris de petróleo, cujas emissões correspondentes estarão na atmosfera nos próximos anos, alimentando ainda mais o ciclo do aquecimento global.
Impensável, com as novas posturas empresarias diante da questão ambiental, em especial da própria Petrobras nos dias de hoje, que não se considere os custos ambientais da exploração e os contemple na contabilidade geral dos custos, investimentos e repartições. Mais especificamente, neutralizar todo o carbono que gerar na exploração do pré-sal, com a logística operacional e com potencial poluidor do próprio petróleo produzido. Investindo-se em tecnologias limpas, estruturando novos procedimentos, e plantando árvores, bilhões de árvores necessárias à neutralização e que nossos mananciais hídricos agradeceriam muito, aliás, insumo sem o qual não se explora coisa alguma em lugar nenhum.
A discussão sobre onde aplicar os lucros é grande. Como se estivéssemos diante do gênio da lâmpada tendo que escolher um desejo, no caso o da inclusão social e cultural que uns entendem deva ser feito através da educação, outro da saúde e mais um que quer ver os recursos investidos em habitação. Discussão justa e interessante, até mesmo para percebermos as dimensões exatas de nossas misérias.
Mas, é preciso re-arrumar bois e carroça. Primeiro os custos, depois, se viável, os lucros. Assim, investimentos em logística e infra-estrutura nas localidades operacionais, pagamentos de royalties preferencialmente às cidades impactadas, a neutralização do carbono, além do planejamento estratégico participativo nas regiões envolvidas, devem ser prioritariamente garantidos. A exploração do pré-sal não pode repetir o erro do passado que impactou demasiadamente cidades como Macaé, que de uma hora para outra envolveu-se num turbilhão transformando-se, da bucólica "Princesinha do Atlântico" à província petrolífera que dá suporte para a produção de 86% da produção nacional de petróleo.
O planejamento que faltou na implantação da Bacia de Campos não pode faltar no Pré-sal. Tem a questão grave da pesca, a atividade mais impactada pela produção off-shore de petróleo e gás. É preciso recuperar os manguezais no continente e formar pesqueiros induzidos fora da rota offshore. É preciso organizar os pescadores. É preciso repensar o descarte de resíduos orgânicos pelas plataformas e embarcações em alto mar, permitido por norma internacional, mas que têm provocado impactos aqui e por isso deve ser mudado. Tem a questão da mão-de-obra e da atração de pessoal desqualificado, e o conseqüente surgimento de favelas em áreas de risco e de preservação ambiental. É preciso garantir que o desenvolvimento se dê de forma distributiva em várias regiões simultaneamente.
Estas demandas não são miçangas, nem devem ser substituídas por projetinhos pra inglês ver nas revistas de responsabilidade social. São custos operacionais prioritários com referência consolidada.
Feito isso, noves fora, aí sim, deve-se passar à discussão de como vai ser usado o excedente para minimizar o sofrimento do povo brasileiro, que merece desfrutar deste tesouro. Se abaixando o preço da gasolina, investindo-se em educação, saúde, habitação, esporte para todos ... carências não faltam para serem supridas.
Ilusão achar que o Pré-sal vai resolver todos os problemas. Não vai. Por isso este impasse diante do gênio. Tirar de mil, um só desejo.
Fernando Marcelo Tavares (Jornalista e ambientalista)
Fonte: REBIA Sudeste / Paulo Moraes
.
O debate que se aprofunda sobre a destinação dos recursos advindos da exploração das camadas do pré-sal no litoral sul/sudeste ainda não abordou um ponto muito importante em toda esta discussão: a questão ambiental. Ou seja, num momento em que se sabe que é preciso minimizar o aquecimento global através de adoção de técnicas limpas e sustentáveis, investindo-se em fontes de energia alternativas em substituição aos combustíveis fósseis, surgem, das profundezas, 40 bilhões de barris de petróleo, cujas emissões correspondentes estarão na atmosfera nos próximos anos, alimentando ainda mais o ciclo do aquecimento global.
Impensável, com as novas posturas empresarias diante da questão ambiental, em especial da própria Petrobras nos dias de hoje, que não se considere os custos ambientais da exploração e os contemple na contabilidade geral dos custos, investimentos e repartições. Mais especificamente, neutralizar todo o carbono que gerar na exploração do pré-sal, com a logística operacional e com potencial poluidor do próprio petróleo produzido. Investindo-se em tecnologias limpas, estruturando novos procedimentos, e plantando árvores, bilhões de árvores necessárias à neutralização e que nossos mananciais hídricos agradeceriam muito, aliás, insumo sem o qual não se explora coisa alguma em lugar nenhum.
A discussão sobre onde aplicar os lucros é grande. Como se estivéssemos diante do gênio da lâmpada tendo que escolher um desejo, no caso o da inclusão social e cultural que uns entendem deva ser feito através da educação, outro da saúde e mais um que quer ver os recursos investidos em habitação. Discussão justa e interessante, até mesmo para percebermos as dimensões exatas de nossas misérias.
Mas, é preciso re-arrumar bois e carroça. Primeiro os custos, depois, se viável, os lucros. Assim, investimentos em logística e infra-estrutura nas localidades operacionais, pagamentos de royalties preferencialmente às cidades impactadas, a neutralização do carbono, além do planejamento estratégico participativo nas regiões envolvidas, devem ser prioritariamente garantidos. A exploração do pré-sal não pode repetir o erro do passado que impactou demasiadamente cidades como Macaé, que de uma hora para outra envolveu-se num turbilhão transformando-se, da bucólica "Princesinha do Atlântico" à província petrolífera que dá suporte para a produção de 86% da produção nacional de petróleo.
O planejamento que faltou na implantação da Bacia de Campos não pode faltar no Pré-sal. Tem a questão grave da pesca, a atividade mais impactada pela produção off-shore de petróleo e gás. É preciso recuperar os manguezais no continente e formar pesqueiros induzidos fora da rota offshore. É preciso organizar os pescadores. É preciso repensar o descarte de resíduos orgânicos pelas plataformas e embarcações em alto mar, permitido por norma internacional, mas que têm provocado impactos aqui e por isso deve ser mudado. Tem a questão da mão-de-obra e da atração de pessoal desqualificado, e o conseqüente surgimento de favelas em áreas de risco e de preservação ambiental. É preciso garantir que o desenvolvimento se dê de forma distributiva em várias regiões simultaneamente.
Estas demandas não são miçangas, nem devem ser substituídas por projetinhos pra inglês ver nas revistas de responsabilidade social. São custos operacionais prioritários com referência consolidada.
Feito isso, noves fora, aí sim, deve-se passar à discussão de como vai ser usado o excedente para minimizar o sofrimento do povo brasileiro, que merece desfrutar deste tesouro. Se abaixando o preço da gasolina, investindo-se em educação, saúde, habitação, esporte para todos ... carências não faltam para serem supridas.
Ilusão achar que o Pré-sal vai resolver todos os problemas. Não vai. Por isso este impasse diante do gênio. Tirar de mil, um só desejo.
Fernando Marcelo Tavares (Jornalista e ambientalista)
Fonte: REBIA Sudeste / Paulo Moraes
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Transgênico dá prejuízo para produtores na safra 2008/09

Priscila Machado
Enquanto os produtores de sementes convencionais irão trabalhar com aumentos moderados, e em algumas regiões até mesmo queda, no preço dos herbicidas na safra 2008/2009, os produtores de sementes geneticamente modificadas terão um aumento significativo nos custos de produção, puxado pelo incremento nos preços dos defensivos à base de glifosato. Segundo levantamento feito pelo Scot Consultoria, o preço da embalagem de 20 litros do Roundup, marca líder de mercado, aumentou de R$ 249,56 em agosto de 2007 para R$ 348,00 em agosto deste ano.
A última tabela com os custos de produção da safra 2008/2009 divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já mostra os efeitos da alta do produto no bolso do agricultor. Os cinco municípios avaliados pela estatal apresentaram aumento nos gastos com agrotóxicos.
"O preço dos defensivos ficou estável nessa safra, com exceção daqueles à base de glifosato. Como o produtor compra muito esse produto ele acabou puxando para cima o preço dos agrotóxicos como um todo", disse Asdrúbal Jacobina, gerente da gerencia de custo de produção Conab.
O Rio Grande do Sul é o maior estado produtor de soja transgênica. De acordo com a Agroconsult, na Região Sul, a presença de transgênicos foi verificada em 82,1% das amostras de soja. No Brasil, a prevalência de lavouras de soja transgênicas é de 59,1%.
O produtor de transgênicos também arca com um custo maior na aquisição de sementes já que são impedidos de multiplicá-las pela lei de patentes. Para essa safra, a Monsanto já anunciou que aumentará em 17% o royalty da soja transgênica. A cobrança da taxa passará de R$ 0,30 para R$ 0,35 por quilo, já os agricultores que plantarem soja modificada a partir de semente própria deverão repassar 2% do valor de sua colheita para a empresa. Só no Rio Grande do Sul a empresa deve recolher mais de R$ 100 milhões dos agricultores.
Em Cruz Alta (RS), o preço da semente (já com o custo do royalty incluído), subiu de R$ 69,95 para R$ 85,29 por hectare.
Sobre o custo do glifosato, a Monsanto esclarece que dois fatores são importantes na avaliação dos preços atuais dos herbicidas: o incremento do preço do petróleo, que interfere diretamente nas matérias-primas que compõem o produto, além do aumento da demanda global do produto. A empresa informou ainda que está investindo mais US$ 150 milhões na fábrica de Camaçari, na Bahia, unidade que produz a matéria-prima do glifosato, para atender à maior demanda do produto.
De acordo com Gabriel Fernandes, agrônomo da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA), o aumento na procura pelo por defensivo à base de glifosato não está ligado ao benefício do produto, mas sim à dependência. "Nos dois, três primeiros anos o uso de herbicida cai, mas depois a semente fica mais resistente e o produtor tem que aumentar volume de aplicação", afirmou.
Para Fernandes, o fato dos produtores de soja não encontrarem na prática os benefícios que as empresas tinham anunciado deve desestimular a expansão do milho transgênico que terá seu primeiro plantio na safra atual.
Acreditando na ampliação do nicho de mercado de sementes convencionais está sendo criada oficialmente hoje a Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados. A entidade reúne empresas como o grupo Maggi, Caramuru Alimentos, Imcopa e Brejeiro.
Fonte: SGeral /EcoAgência.
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